sábado, 4 de setembro de 2010

O MAIS MODERNO VELEIRO PARTICULAR DO PLANETA


O americano Tom Perkins, de 75 anos, é considerado um dos grandes visionários do Vale do Silício, a região da Califórnia onde os mega, giga e terabites são transformados em bilhões de dólares da noite para o dia. Ele investe em companhias em estágio embrionário para lucrar no futuro, e ajudou a criar empresas como Genentech, Netscape e a poderosa Google.

Tom mandou construir o maior e mais moderno veleiro particular do planeta. De uma vez só, tirou US$ 130 milhões do bolso, batizou sua embarcação de Falcon Maltese (Falcão Maltês) .

Ele tem 289 pés, o equivalente a 88 metros de extensão, e é considerado o veleiro mais moderno dos últimos 150 anos. Ele foi o primeiro a tornar realidade o sistema DynaRig, que usa mastros independentes que ajustam o barco e o põem em curso.

O Falcão Maltês conta com três mastros que, dotados de sensores, calculam e se ajustam automaticamente ao rumo dos ventos. Da popa à proa, não encontra-se o emaranhado de cordas e redes. Para içar os 2,4 mil metros quadrados de vela, são usados 60 motores e para enrolar o tecido são necessários mais 15 pequenos motores.

Em alguns meses do ano, o Falcão Maltês é alugado. Preço da semana: 350 mil euros.

Historia do K-1

Uma historia linda de grandes lutadores que fizeram o nome de um dos maiores eventos de luta do mundo
, alguns deles que eu e meu mestre adimiramos.
Ernesto Hoost
Peter Aerts
Andy Hug

O primeiro K-1 Grand Prix foi em 30 de abril de 1993 criado por Kazuyoshi Ishii.

K-1, é um esporte de luta que consiste em usar técnicas de várias lutas em pé (stand up) como Karatê, Kung Fu, Kick Boxing, Kempo, Muay Thai e Sumô entre outras.

O K-1 é organizado pela Fighting and Entertainment Group (FEG) que organiza vários torneios de luta em pé no Japão e no mundo. Os principais torneios do K-1 são o K -1 MAX para lutadores de peso médio (70,5 kg), O K-1 World Grand Prix que é o principal torneio do K-1. A Fighting and Entertainment Group também organiza o evento de MMA DREAM.

O K-1 Word Grand Prix ocorre no Japão no mês de dezembro, onde oito melhores lutadores classificados no ano se enfrentam em um torneio, onde para se sagrar-se campeão, deve vencer três lutas na mesma noite, recebendo a coroa de King of the Kings (rei dos reis) e mais um prêmio em dinheiro de 1 milhao de dolares.História
O primeiro K-1 Grand Prix foi em 30 de abril de 1993 criado por Kazuyoshi Ishii.

Regras básicas
São três assaltos de três minutos;
O árbitro e a comissão médica tem autoridades para parar o combate;
São três juízes que fazem a pontuação de cada assalto.
A luta é decidida com nocaute (KO), nocaute técnico (TKO), decisão do júri, desqualificação, empate ou no contest (Sem vencedores)




Campeões do K-1 World GP
Ano Campeão Finalista
1993 Branko Cikatić Ernesto Hoost
1994 Peter Aerts Masaaki Satake
1995 Peter Aerts Jerome Le Banner
1996 Andy Hug Mike Bernardo
1997 Ernesto Hoost Andy Hug
1998 Peter Aerts Andy Hug
1999 Ernesto Hoost Mirko "Cro Cop" Filipović
2000 Ernesto Hoost Ray Sefo
2001 Mark Hunt Francisco Filho
2002 Ernesto Hoost Jerome Le Banner
2003 Remy Bonjasky Musashi
2004 Remy Bonjasky Musashi
2005 Semmy Schilt Glaube Feitosa
2006 Semmy Schilt Peter Aerts
2007 Semmy Schilt Peter Aerts
2008 Remy Bonjasky Badr Hari
2009 Semmy Schilt Badr Hari

Campeões do K-1 World Max
Ano Campeão Finalista
2002 Albert Kraus Kaolan Kaovichit
2003 Masato Albert Kraus
2004 Buakaw Por.Pramuk Masato
2005 Andy Souwer Buakaw Por.Pramuk
2006 Buakaw Por.Pramuk Andy Souwer
2007 Andy Souwer Masato
2008 Masato Arthur Kyshenko
2009 Giorgio Petrosyan Andy Souwer

Torre de beringela e salmão no perfume de limão siciliano


Ingredientes:

Salmão no perfume de limão siciliano

5 cubos de salmão (180g cada cubo)
4 limões siciliano
250 ml de creme de leite fresco
alecrim
tomilho
pimenta do reino
sal

Torre de beringela

5 fatias de beringela
10 fatias de tomate
15 fatias de queijo gouda
3 tomates sem pele e sementes cortados em cubos
3 colheres de sopa de manjericão bem picado
azeite
1 colher de chá de alho bem picado
sal
pimenta do reino Preparação:

Salmão no perfume de limão siciliano

Primeiro vamos temperar os cubos de salmão, coloque os cubos em um prato grande, coloque, sobre os cubos o suco de um limão siciliano, o alecrim, o tomilho e pimenta do reino. Raspe a casca do limão sobre os cubos também.
Agora coloque tudo em um saco plástico de embalar, aquele que sempre temos na cozinha, de uma misturada com cuidado para não quebrar os cubos, deixe na geladeira 2 horas.
Tire o suco dos 3 limões, coar e reservar.
Coloque o suco de limão em uma panela leve ao fogo, deixe reduzir um pouco, cuidado para não queimar o suco.
Coloque o creme de leite, misture e deixe reduzir, desligue o fogo, coloque em um tigela acerte o sal, coloque pimenta do reirno, e bata com o mixer, para formar a espuma que é o que vamos utilizar esse molho tem que ficar bem aerado.
Retire o salmão da geladeira, coloque uma colher de sopa de azeite em uma frigideira, vamos selar os cubos de salmão de todos os lados. (O salmão é muito delicado, não deixe queimar e não quebre os cubos na hora de virar.)
Depois de selar leve os cubos ao forno por 3 a 4 minutos.
Retire e reserve os cubos.

DICA: Uma ordem que vai funcionar na produção do prato todo, é fazer primeiro o salmão e quando você retirar o salmão do forno, você coloca a Torre de beringela, que você já deixou pronta em uma forma. Depois é só montar o prato.

Torre de beringela

Corte a beringela o tomate e o queijo gouda em fatias de 1,5 cm.
Corte os tomates sem pele e sem semente em cubos.
Pique bem o manjericão e o alho.
Coloque sobre as fatias de beringela sal grosso e deixe descansar 30 minutos.
Passa as fatias de beringela na agua e retire o sal, reserve.
Em uma frigideira coloque um fio de azeite para grelhar as fatias de beringela. (O ponto da frigideira você terá quando com uma colher você conseguir cortar a casca da beringela). retire e reserve.
Coloque um pitada de sal nas fatias de tomate, bem pouco.
Para molho das torres em uma tigela coloque os tomates picados em cubos, sal, pimenta, o manjericão, o alho e duas colheres de azeite, misture bem e reserve.
Monte a torre sempre colocando por baixo uma fatia de tomate, nunca coloque o queijo por baixo. (A torre fica bonita assim, um tomate, um queijo, um tomate, um queijo, uma beringela.
Leve ao forno, assim que o queijo, começa a derreter retire.(Se deixar muito tempo o queijo derrete demais e a torre se desfaz.

Montando o prato
Coloque uma torre em uma dos lados do prato, bata o molho de limão com o mixer, com uma colher pegue um pouco da espuma e risque o prato, coloque o sobre o molho de limão um cubo de salmão, uma pitada de sal Lebre gourmet sobre o cubo, coloque um pouco de molho sobre o salmão.
Coloque o molho vinagrete sobre a torre, sirva em seguida.

MOZZARELLA MARINADO EM CRÈME FRAÎCHE COM LIMÃO E MANJERONA


Adoro fazer esta salada porque transforma um ótimo pedaço de queijo Mozzarella numa coisa muito especial. Aliás é elegante o suficiente para ser uma ótima entrada com um pouco de tomate fresco picado e fatias de bruschetta torradas.

Basta cortar 4 bolas de Mozzarella di bufala em fatias de cerca de 1 cm de espessura, disponha-as numa grande travessa ou prato de servir e regue por cima 6 colheres de sopa bem cheias de crème fraîche. Tempere com sal e pimenta-preta moída na hora, a seu gosto. Lave e descasque um limão e pique finamente metade da casca. Polvilhe-a por cima do Mozzarella e do crème fraîche e regue com metade do sumo do limão. Sirva com a outra metade do limão, o sabor pode precisar de ser espicaçado.(Como adorei o termo "espicaçado"kkkkk). Polvilhe por cima uma boa mão-cheia de manjerona ou manjericao fresco. Prove outra vez, para rectificar sabores.

Parta ao meio, tire as sementes, e corte em tiras muito finas umas quantas malaguetas frescas. Espalhe-as por cima da Mozzarella, regue com 4 colheres de sopa de azeite extra virgem e sirva ao centro da mesa, ou como acompanhamento de outro prato.

Galera faça como entrada em um jantar ou almoço. Pois como o Jaime diz! É mesmo muito elegante... "Amigos supreendem pela elegância e delicadeza"

O que e creme fraiche ( como fazer)

CRÈME FRAÎCHE
Especialidade francesa, é um creme de leite fresco um
pouco envelhecido, espesso mas ainda líquido, com um
sabor ligeiramente ácido. Pode ser usado para bater,
como o creme de leite fresco, e é usado tanto em
doces como em salgados. O crème fraîche
não se encontra no Brasil, mas pode ser produzido em
casa com resultados muito próximos do original.
Substituições: em preparações
salgadas, pode ser substituído por iogurte ou sour
cream.
Para fazer em casa: Misture 500ml de creme de leite fresco a
250ml de creme de leite azedo em uma panela média e
mexa. Aqueça em fogo baixo até amornar
levemente. Despeje em uma tigela de vidro e cubra com um
prato, deixando uma pequena brecha. Deixe em local fresco
por 6-8 horas, até que engrosse e fique ácido.
Mexa de novo, tampe e leve à geladeira até a
hora de usar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Moda


Modas de Paris em 1837

Moda é a tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.

"Embora tenham sido encontradas agulhas feitas de marfim, usadas para costurar pedaços de couro, que datam cerca de 40 000 a.C., ou mesmo evidencias de que o tear foi inventado há cerca de 9 000 a.C., só podemos pensar em moda em tempos muitos mais recentes. Ela se desenvolve em decorrência de processos históricos que se instauram no final da Idade Média (século XIV) e continuam a se desenvolver até a chegar ao século XIX. É a partir do século XIX que podemos falar de moda como a conhecemos hoje (POLLINI, 2007).

A moda nos remete ao mundo esplendoroso e único das celebridades. Vestidos deslumbrantes, costureiros famosos, tecidos e aviamentos de ultima geração. Não nos leva a pensar que desde a pré-história o homem vem criando sua moda, não somente para proteger o corpo das intempéries, mas como forma de se distinguir em vários outros aspectos tais como sociais, religiosos, estéticos, místicos ou simplesmente para se diferenciar individualmente.

A moda passou por várias transformações, muitas vezes seguindo as mudanças físicas e principalmente sociais que ocorreram dentro de um determinado período.

A moda pode ser considerada o reflexo da evolução do comportamento. Uma espécie de retrato da comunidade. É uma linguagem não verbal com significado de diferenciação. Instiga novas formas de pensar e agir."[1]

Para criar estilo, os figurinistas utilizam-se de cinco elementos básicos: a cor, a silhueta, o caimento, a textura e a harmonia.

A moda é abordada como um fenômeno sociocultural que expressa os valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado momento. Já o estilismo e o design são elementos integrantes do conceito moda, cada qual com os seus papéis bem definidos.

A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas. A cada dia que passa o mundo da moda vem se superando e surpreendendo as pessoas, com cores vivas, tendências novas, cortes inusitados e inovadores. A moda proporciona aos que seguem uma tendência sempre inovadora e ousada. Ela é abordada sempre, encaixa em qualquer assunto e é sempre um meio de inspiração aos que a seguem.

Convém ressaltar que, deixando de lado a tendência etnocêntrica (na realidade "eurocêntrica"), a qual ainda hoje é preponderante, devemos ter clareza de que a moda, enquanto fenômeno, só se tornou "universal" em meados do século XIX, com o advento da crinolina. Até então, cada povo possuía sua própria maneira de se vestir e ornamentar, de maneira que conviviam diversas manifestações e estilos numa mesma época.

Mesmo hoje, em que vivemos, sob o capitalismo hegemônico, a fase da globalização, não se pode esquecer que o mundo muçulmano se constitui num universo à parte, onde a burka e o chador ainda são amplamente utilizados e onde populações inteiras, como a maior parte da Índia e as comunidades indígenas, bosquímanas e aborígenes australianos, por exemplo, estão alijados da produção e do consumo.

La Tour d'Argent Um dos restaurantes mais tradicionais de Paris.

La Tour d'Argent (A Torre de Prata) é um restaurante de Paris cujos proprietários alegam existir desde 1582. Considera-se essa idade de 400 anos em função da existência de uma correspondente taverna no "Quai de la Tournelle", que teria sido frequentada pelo rei Henrique IV de França, o qual aí tomou conhecimento do uso do garfo. Também aí esteve o Duque e Cardeal de Richelieu quando se serviu de uma novidade, o café.

Suas mais conhecidas especialidades são aquelas com base no Pato. São os patos prensados, dos quais o mais famoso é o Caneton Tour d'Argent, criado em 1890 por Méchenet, em Rouen. O "Tour d'Argent" tem sua própria granja onde cria seus patos. Os jantares com o Caneton recebem um "cartão" com um número sequencial que às 12h20m de 26.04.2005 alcançou a marca de 1 027 863.

O restaurante tem uma famosa adega com mais de 500 mil garrafas de vinho, com um custo de muitos milhões dólares, a qual é guardada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Hermann Göring esteve no La Tour d'Argent quando da tomada de Paris pelos nazistas para visitar sua famosa adega. A sala de jantar proporciona uma excelente visão do Rio Sena e da Notre Dame de Paris.

O restaurante é hoje administrado pela família de "Claude Terrail" (falecido em 01.06.2006 aos 88 anos), sendo que o proprietário hoje é André Terrail, seu filho. Claude herdou o restaurante do pai em 1947. Nos últimos tempos, o Guia Michelin que já classificara o restaurante com "três estrelas", baixou a sua cotação para "Duas estrelas" em 1996 e para apenas "uma estrela" em 2006.

Teve como clientes célebres, entre outros, Theodore Roosevelt, Hirohito, Elizabeth II, Charles Chaplin, Grace Kelly, Ronaldo "Fenômeno", todos, alías, que se serviram do Caneton Tour d'Argent. Também ali estiveram Winston Churchill, John Kennedy, Mikhail Gorbachev e outros. Jean Cocteau constumava chamar o "Maître" Fredéric Delair (que teve a idéia de numerar os "canards" servidos) de Henrik Ibsen, por sua semelhança com o poeta e dramaturgo norueguês.

O restaurante La Tour D'Argent serviu como inspiração a cenas do filme (animação) da Pixar, Ratatouille, e recebeu um inesperado impulso publicitário com essa película.

Fundação Cultural Ema Gordon Klabin

Pinturas de Giovanni Battista Gaulli ,Raffaellino del Garbo (italiano, 1466-1524). Virgem com o Menino, São José e São João Evangelista. Óleo sobre madeira, diâmetro 85cm ,Retrato de Dama como Diana Caçadora ,Retrato de Dama Florentina (século XVI)...



A Fundação Cultural Ema Gordon Klabin é um museu brasileiro, localizado na cidade de São Paulo, no bairro Jardim Europa. Criada em 1978, é uma instituição particular sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública federal, que tem por objetivo conservar e divulgar o acervo artístico, histórico e científico reunido ao longo de mais de 70 anos pela empresária, mecenas e colecionadora Ema Gordon Klabin, além de promover atividades culturais e educativas. Está aberta para visitação pública desde 2007.

A coleção possui mais de 1500 peças, oriundas de quatro continentes e diversas civilizações, com grande ênfase na arte européia e brasileira, importantes núcleos de arte asiática, arte africana e artes decorativas e obras da Antigüidade Clássica e do período pré-colombiano, cobrindo um arco temporal de mais de 3500 anos.

Nota biográfica de Ema Klabin

Raffaellino del Garbo (italiano, 1466-1524). Virgem com o Menino, São José e São João Evangelista. Óleo sobre madeira, diâmetro 85cm.Nascida no Rio de Janeiro em 1907, Ema Gordon Klabin era a segunda filha dos imigrantes lituanos Fanny e Hessel Klabin. Seu pai foi um dos fundadores das indústrias de papel e celulose Klabin – a maior produtora e exportadora de papéis do Brasil. Na infância, residiu com a família em São Paulo, no bairro de Santa Cecília. Durante a juventude, Ema foi educada na Europa, visitando freqüentemente o Brasil. Sob tutela de professores particulares, tornou-se admiradora de artes plásticas, ópera e música. Demonstra desde cedo apreço pelo colecionismo, adquirindo serviços de porcelana e prataria, tapetes e objetos de arte oriental.

Em 1946, Hessel Klabin falece, legando às filhas Ema e Eva Klabin todos os seus bens e nomeando Ema como sua sucessora no conselho da empresa. Sem planos de constituir uma família, Ema passou a se dedicar à atividade empresarial e às atividades filantrópicas e culturais de São Paulo. De forma semelhante ao que fazia sua irmã Eva, radicada no Rio de Janeiro desde 1933, dedicou-se também a ampliar sua coleção de arte, principalmente com aquisições feitas em suas freqüentes viagens à Europa e aos Estados Unidos.

Em 1948, Ema encomendou estudos arquitetônicos para a construção de uma nova residência no terreno que herdara do pai no Jardim Europa, com o objetivo de albergar sua crescente coleção. Dentre os vários estudos apresentados, escolheu o projeto de estilo eclético do engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker, autor de diversas residências no mesmo bairro. Anos mais tarde, construiria ainda uma residência de veraneio em Campos do Jordão, quando não havia mais espaço em sua casa para abrigar as novas peças.

Ema teve uma ativa participação na vida cultural da cidade. Foi membro dos conselhos da Fundação Bienal de São Paulo, do MASP, do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Colaborou na criação do Museu Lasar Segall e da Fundação Magda Tagliaferro, foi sócia da Sociedade Cultura Artística e da Orquestra Filarmônica de São Paulo, entre outros. Sua casa converteu-se em um ativo ponto de encontro de importantes personalidades do mundo da política, dos negócios e das artes.

Na década de 70, sem ter herdeiros diretos e preocupada com o destino de sua coleção, Ema passou a consultar especialistas para auxiliá-la na escolha das instituições aptas a receber coleção. O trágico incêndio do MAM carioca em 1978, no entanto, fez com que optasse por criar uma instituição destinada a preservar o acervo reunido e tornar sua casa um museu aberto à visitação pública, como sua irmã Eva faria mais tarde, no Rio de Janeiro.

Bastante abatida após a morte de sua irmã, em 1991, Ema faleceu em sua casa em 27 de janeiro de 1994, aos 87 anos de idade.

A Fundação

Giovanni Battista Gaulli (italiano, 1639 -1709). Triunfo de Baco e Ariadne, c. 1675. Óleo sobre tela, 104,0 x 123,3 cm.A Fundação Cultural Ema Gordon Klabin foi instituída em 1978, como desejo da colecionadora de perpetuar sua coleção. É uma instituição de jurisdição privada, declarada de utilidade pública federal, com o objetivo de promover e divulgar atividades de caráter artístico, científico e cultural; conservar, pesquisar e expor o acervo reunido por Ema Klabin e garantir o acesso público à coleção.

Após o falecimento de Ema Klabin, a casa permaneceu fechada por três anos, até que se iniciassem os trabalhos de catalogação e pesquisa do acervo, em 1997, sob coordenação do arquiteto Paulo de Freitas Costa, curador da instituição.

A Fundação pode ser definida como uma casa-museu, ou museu de colecionador, onde se preserva, além dos acervos reunidos, o caráter original da coleção, decorrente da personalidade de sua criadora, expresso na preservação dos cenários e na apresentação conjunta das peças - de forma semelhante aos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro, e à Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, em São Paulo.

A casa
O imóvel-sede da Fundação Ema Klabin localiza-se à Rua Portugal, em São Paulo. A residência de 900 metros quadrados de área construída fica dentro de um terreno de 4.000 metros quadrados, localizado no Jardim Europa. Foi cuidadosamente projetada e construída pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker na década de 50, com o objetivo de abrigar a coleção. Possui estilo eclético, inspirado nos pavilhões palacianos europeus, notadamente, no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, na Alemanha, freqüentado por Ema em sua juventude.

A construção, com um único pavimento, organiza-se a partir de uma longa galeria semicircular, voltada para a face norte e para o amplo jardim, projetado por Burle Marx, e em torno da qual se distribuem todos os outros cômodos. Apesar da escala monumental, expressa no pé-direito de quase cinco metros, a residência possui poucos ambientes. A ala social engloba o vestíbulo e o hall de entrada; o salão e a sala de música anexa; a biblioteca e a sala de jantar. A ala íntima conta apenas com o amplo quarto principal e dois dormitórios para hóspedes.

O acervo

Pompeo Batoni. Retrato de Dama como Diana Caçadora (década de 1760)A Fundação Ema Klabin conserva um acervo de 1545 peças reunidas por Ema Gordon Klabin ao longo de toda sua vida. As obras abrangem quase toda a história da civilização ocidental, desde as civilizações grega e etrusca até os grandes mestres europeus, com importantes obras das escolas italiana, francesa, holandesa e flamenga, além de expressivas telas de artistas da Escola de Paris. As culturas orientais estão presentes por meio das inúmeras peças chinesas e de outras civilizações do sudeste asiático. Peças exóticas de arte africana e de arte pré-colombiana completam o conjunto, que conta, ainda, com um núcleo numericamente bastante expressivo de peças de arte decorativa ou aplicada. A trajetória da arte brasileira também está delineada na coleção, que contém desde peças religiosas e mobiliário do período colonial até obras significativas de grandes expoentes do modernismo. Vale ainda destacar a coleção de livros raros, que engloba desde manuscritos e iluminuras até exemplares dos primeiros livros impressos (incunábulos), brasiliana e edições de luxo.

Arte européia
A coleção de arte européia da Fundação Eva Klabin caracteriza-se pela ênfase na produção artística das escolas italiana, francesa e holandesa. No segmento referente à arte italiana, o Renascimento encontra-se representado nas obras de Raffaellino del Garbo e Giacomo Francia; e o Maneirismo no Retrato de dama florentina de Alessandro Allori. O Barroco e o Rococó estão exemplificados em cenas religiosas, mitológicas e retratos executados por artistas como Giovanni Battista Gaulli, Sebastiano Ricci e Pompeo Batoni.


Alessandro Allori. Retrato de Dama Florentina (século XVI)No núcleo referente à arte francesa, Paisagem pastoral de Claude Lorrain exemplifica o Barroco, ao passo que o Rococó se faz presente nas obras de Pierre Gobert, Charles Eisen, Gabriel Briard e Jean-Baptiste Greuze. O academicismo oitocentista está documentado nas telas de Benjamin Fichel e Nicolas-Antoine Taunay, e o Impressionismo na Natureza-morta de Renoir. Há um amplo grupo de obras da Escola de Paris, de artistas como Vlaminck, Soutine e Marc Chagall.

O núcleo referente à arte holandesa e flamenga apresenta um panorama abrangente dessas escolas, contando com pinturas de gênero, paisagens, retratos e naturezas-mortas, datados do século XV ao XVII. Do Renascimento e Maneirismo, há pinturas de Dirk Bouts e Jan Brueghel, o Velho. O "Século de Ouro" está amplamente documentado nas obras de David Teniers, Abraham Brueghel, Jan Wyck, Adriaen van Ostade, Abraham Hondius, David Ryckaert, o Jovem e Philips Wouwerman. Destacam-se ainda duas importantes telas de Frans Post, com destaque para Vista de Olinda.

Há ainda um amplo conjunto de desenhos e gravuras - executados por artistas do porte de Rembrandt, Jan van Goyen, Albrecht Dürer, Goya, Pablo Picasso e Marc Chagall; além de iluminuras, ícones russos e estatuetas de caráter religioso.

Arte brasileira
No segmento referente à arte brasileira, sobressai um conjunto de imagens sacras e mobiliário do período colonial de grande importância, com destaque para peças de autoria do Mestre Valentim, provenientes da demolição da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro. Outro núcleo importante é formado por obras exponenciais de artistas das primeiras gerações do modernismo brasileiro, como Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Bruno Giorgi e Victor Brecheret.

Merece destaque ainda uma ampla coleção de gravuras, estudos para ilustrações, aquarelas e desenhos de artistas modernos e contemporâneos como Clóvis Graciano, Iberê Camargo, Maria Bonomi, Marcelo Grassmann e Poty Lazzarotto.

Artes decorativas
A Fundação Eva Klabin mantém um expressivo acervo de artes decorativas e aplicadas, abrangendo lustres, tapetes, tapeçarias, espelhos, porcelanas, cristais, móveis e prataria, capazes de apresentar a evolução dessas artes na história e revelar usos e costumes de gerações passadas. A maior parte das obras provém da Europa e do Brasil, tendo sido produzidas entre os séculos XV e XX. Destacam-se as coleções de prataria, com cerca de 150 peças, originárias principalmente da Inglaterra, Portugal e Brasil; e a de mobiliário europeu e brasileiro, com mais de 70 peças datadas do século XVI ao início do século XX; além de maiólicas, cofres-relicários e oratórios.

Antiguidade Clássica
O núcleo referente à Antiguidade Clássica no acervo da Fundação Eva Klabin é composto por peças de cerâmica, terracota, bronze e mármore, oriundas das civilizações etrusca, grega, romana e fenícia, e datadas entre o século IX a.C. e o século II. Merecem destaque o mármore grego Cabeça de Zeus, datado do século V a.C., vasos (aryballos), ânforas e tânagras de origem greco-romana.

Arte pré-colombiana
A coleção de artefatos pré-colombianos da Fundação Ema Klabin é composta por estatuetas, vasos, recipientes e objetos religiosos e cerimoniais, oriundos de diversas civilizações, majoritariamente do México e do Peru, e materiais variados, como terracota, cerâmica, madeira e lã. Entre as culturas representadas, merecem destaque as civilizações zapoteca, maia, mochica, chavin, chimu e nazca. Os objetos provêm de relevantes sítios arqueológicos, como Tiwanaku, Chancay e Vale do Nazca.

Arte oriental
O segmento referente à arte oriental abrange objetos procedentes de diversas civilizações asiáticas, datadas entre o século XIV a.C. até o século XX. São esculturas, pinturas, objetos de uso cerimonial e decorativo, mobiliário e gravuras, de alto valor artístico e arqueológico. A maior parte das peças é de origem chinesa, incluindo um conjunto de bronzes rituais das dinastias Shang (1766 a.C. - 1122 a.C) e Zhou (século IX a.C. - 256 a.C.), peças de caráter votivo e funerário da Dinastia Tang (618 – 907) e estatuetas da Dinastia Ming (1368-1644). Há também importantes conjuntos relativos à arte japonesa (estatuetas do Período Kamamura, netsukes e okimonos) e à arte indiana (obras do Reino Mugal e artefatos religiosos), e outros objetos procedentes de culturas do sudeste asiático (Camboja e Tailândia), da Turquia e do Tibete.

Arte africana
A coleção de arte africana da Fundação Ema Klabin reúne peças de cunho religioso e ritual, executadas em madeira, marfim, bronze e ferro, de inúmeros grupos étnicos da África Ocidental (Yorubá, Bakongo, Tabwa, Bakuba, Baule, Ashanti, Mossi, etc), oriundos de países como Nigéria, República Democrática do Congo, Etiópia, Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso, entre outros. Destacam-se os objetos cerimoniais ligados à fertilidade, figuras rituais, máscaras e adereços.

Biblioteca
A Biblioteca da Fundação Ema Gordon Klabin conta com um acervo de 3.000 volumes. Merece destaque a significativa coleção de livros raros, que engloba desde manuscritos iluminados até os primeiros exemplares do livro impresso (incunábulos e edições Aldinas), bem como relatos de viajantes europeus pelo Brasil, datados do século XVI ao XIX, incluindo obras de Tevet, Montanus, Southey, Blaeu, Maria Graham, Spix e Martius. O acervo conta ainda com edições de luxo ilustradas por artistas de destaque, incluindo as edições realizadas pela "Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil".

Referências
Bibliografia
ARAÚJO, Marcelo Mattos & HERKENHOFF, Paulo (orgs). Universos Sensíveis: As Coleções de Eva e Ema Klabin. Pinacoteca do Estado de São Paulo: São Paulo - Museu Nacional de Belas Artes: Rio de Janeiro, 2004.
COSTA, Paulo de Freitas. Sinfonia de Objetos: A coleção de Ema Gordon Klabin. São Paulo: Iluminuras, 2007.